9 passos para montar um processo de qualidade SAP

Sabemos não ser tarefa fácil iniciarmos um processo de qualidade no desenvolvimento SAP. Contudo, com esforço é sim possível atingir excelentes resultados com a implantação de um controle de desenvolvimento. Listamos neste post os 9 passos fundamentais para que você e sua equipe possam montar um processo de qualidade SAP com sucesso. Vamos começar?

 

 

Passo 1: Controle na geração das requests

Com o alto volume de customizações em um ambiente SAP, é preciso ter um controle muito preciso das requests que são geradas no ambiente de desenvolvimento. Este controle é necessário para que a equipe possa avaliar as prioridades, fazer estimativa de tempo, de custo e checar também se existe alguma dependência entre as solicitações, para que elas possam ser executadas na sequência correta.

O controle de geração das requests pode ser realizado até mesmo em planilhas eletrônicas, mas é preciso que seja revisado com frequência, de acordo com a demanda de cada negócio.

Passo 2: Controle de alterações na request

Como normalmente um ambiente SAP possui vários desenvolvedores trabalhando simultaneamente em várias requests, é fundamental que a empresa tenha um controle preciso sobre quem mexeu nos objetos dentro de cada request.

Esta rastreabilidade é importante para garantir que seja possível a identificação de um responsável caso um erro seja encontrado, o que pode facilitar a resolução de uma falha mais rapidamente.

Para garantir esta rastreabilidade, a empresa deve disponibilizar aos desenvolvedores uma série de controles e ser rígida em relação a documentação de cada alteração. Uma outra alternativa mais viável é a utilização de uma solução que tenha este controle automatizado, como a QAMetrik.

Passo 3: Definição da nomenclatura e booking de boas práticas

A criação de um booking de boas práticas é fundamental para que a TI possa trabalhar em harmonia com uma equipe multidisciplinar, e facilita a entrada e treinamento de novos integrantes ao time.

Este booking será responsável por disponibilizar, por exemplo, o padrão de nomenclaturas, como nomes das requests, das variáveis, tabelas e programas. Este material também deve deixar claro todas as recomendações de boas práticas adotadas pela empresa, como por exemplo, deixar claro como deve ser acessado o Banco de Dados, como são realizados os processos de tuning ou evitar que o desenvolvedor faça loop dentro de loop.

Passo 4: Definir processo de desenvolvimento

Nesta etapa é quando a equipe já está diretamente envolvida com o desenvolvimento. Aqui alguns processos também são importantes de serem mapeados, como as fases, responsáveis e em que momento os testes serão realizados e validados.

É importante que durante a etapa de desenvolvimento sejam criados cenários de testes, para simular as condições reais do ambiente de produção, e tornar a validação mais confiável.

Passo 5: Definir pontos de checagem e verificação

Durante todo o processo de qualidade no desenvolvimento das requests devem ser definidos pontos de checagem e verificação, que irão garantir que o que será desenvolvido é realmente o que foi solicitado pelos usuários.

Esta checagem não deve ser realizada somente no final do desenvolvimento, mas desde o primeiro desenho do cenário, para assim evitar retrabalho e garantir maior agilidade na entrega. Sempre que possível, procure também envolver os usuários chave de cada setor nos testes de validação.

Passo 6: Aprovação ou não

Após finalizada cada etapa de testes, é preciso solicitar uma aprovação para que o projeto possa avançar para uma próxima etapa. Esta validação deve ser realizada tanto por um analista funcional quanto por um usuário chave.

Caso um teste não seja aprovado, ele deve retornar ao setor de desenvolvimento para correção. Neste momento, é fundamental que a empresa exija dos avaliadores um feedback sobre os motivos que os levaram a não aprovar o trabalho, para que estas informações possam servir como base para análise sobre produtividade e problemas no setor.

Passo 7: Definição da janela de transporte das requests para produção

Sabemos que parar um setor em produção é uma tarefa sempre complicada. Por isso, defina janelas de transporte e deixe todos os envolvidos informados quanto as datas e horários que os transportes acontecerão. Assim, sempre que for necessário transportar uma request, os usuários já sabem quais dias e momentos o ERP pode ficar indisponível para atualização.

Passo 8: Avaliação de dependências da request e conflito de objetos

É comum que várias requests estejam em desenvolvimento simultaneamente, e que exista alguma dependência entre elas. Por isso, assim que uma customização é finalizada, antes de ser transportada para produção a equipe deve avaliar se há alguma dependência sobre algum projeto que ainda esteja sendo desenvolvido.

Caso sim, a resquest deve voltar ao setor de desenvolvimento até que a dependência seja finalizada, caso contrário, segue para produção.

Passo 9: Transporte para produção

Neste momento a request já está pronta, testada e validada, tendo passado por todas as etapas do processo de qualidade.

Tendo passado por todas as fases anteriores, as customizações tendem a apresentar um volume menor de problemas e retrabalhos, com um risco muito menor de gerar qualquer transtorno ou prejuízo para o negócio.

Com esses passos bem definidos, fica mais fácil de montar o processo de qualidade de desenvolvimento na sua empresa, agora é colocar a mão na massa. Vamos lá? Conte com a gente se precisar de ajuda!

 


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