Planejamento estratégico de TI: práticas que podem lhe apoiar nesta dura tarefa

Desde a virada do século, a TI (Tecnologia da Informação) têm dado aos gestores o poder de alavancar a rentabilidade de seus negócios, por meio da otimização de processos e do aumento da produtividade dos seus colaboradores. Isto sem contar a sua capacidade de permitir que as empresas inovem em sua área de atuação, agregando ainda mais valor aos produtos e serviços oferecidos aos seus clientes. Mas, se engana quem pensa que apenas adquirir softwares e equipamentos é o bastante para obter todos estes benefícios.

Os gestores também precisam alinhar as ações de TI às estratégias da organização, de forma a reduzir os esforços da equipe no desenvolvimento de novas oportunidades de negócio e maximizar os seus resultados. Somente assim a empresa consegue caminhar na mesma direção, concentrando esforços e investimentos para o alcance dos mesmos objetivos.

Mas quando a arquitetura de TI aponta para um lado e os objetivos estratégicos para outro, a competição por recursos e investimentos entra em cena, levando a organização a desperdiçar muitos esforços para nem sequer sair do lugar. Percebeu o quão importante é manter a TI sempre alinhada aos objetivos da empresa? A seguir, conheça outros benefícios gerados por este alinhamento, bem como as melhores práticas de governança que garantem um planejamento adequado para que a TI maximize os resultados da sua empresa.

Planejamento Estratégico de TI: conceito e benefícios

Conceitualmente, o planejamento estratégico de TI é responsável por alinhar a TI com os objetivos da empresa. Ele realiza o planejamento prévio das ações de TI, com base nas demandas, recursos e esforços necessários para a organização atingir os melhores resultados. Abaixo, veja alguns benefícios gerados pelo planejamento estratégico de TI:

Minimização de riscos

Quando há um alinhamento entre a arquitetura de TI e as estratégias de negócio, a identificação de riscos que podem prejudicar a empresa é facilitada. Isso porque, na hora da análise da viabilidade econômica de cada solução tecnológica, os gestores podem detectar até qual nível de risco a empresa está apta a adota-la. Isso torna os processos de investimentos mais transparentes, sem comprometer os recursos orçamentais.

Otimização do orçamento

Por meio do planejamento prévio das ações de TI, com base nas demandas, recursos e esforços necessários, os gestores passam a ter uma visão mais global dos objetivos da organização e de como cada tecnologia contribuirá para o atingimento destas metas. Assim, eles conseguem mensurar com maior segurança o custo total de cada investimento e otimizar o orçamento da empresa, de forma que ele não fique comprometido.

Maior retorno sobre o investimento

A arquitetura de TI, quando integrada ao planejamento estratégico da empresa, também pode maximizar o ROI (Retorno sobre o Investimento). Isso porque os responsáveis podem coordenar as iniciativas para que cada solução tecnológica agregue, cada vez mais, valor para a organização, de modo a aumentar a rentabilidade do negócio e o potencial de geração de oportunidades em curto, médio e em longo prazos.

Melhor alocação de esforços e recursos

Contar com esforços e recursos necessários para o desenvolvimento de todas as atividades da empresa nem sempre é possível, mas com o planejamento estratégico de TI os gestores conseguem obter as informações necessárias para as tomadas de decisão adequadas. Assim, podem prever com antecedência quando terão recursos disponíveis a fim de manter todos trabalhando integralmente, sem perda de tempo.

As melhores práticas de governança do mercado

A arquitetura de TI, quando bem alinhada às estratégias de negócio, dá o suporte necessário para que a organização cresça de maneira ordenada e sustentável. Mas para que os investimentos em TI realmente tragam resultados para os negócios e contribua diretamente para o crescimento e rentabilidade da empresa, o gestor deve seguir as melhores práticas de governança. Conheça algumas delas:

BSC

O BSC (Balancend Scorecard) é uma metodologia de gestão estratégica que dá aos gestores a capacidade de planejar e controlar suas metas e estratégias de TI, com o intuito de medir a evolução da empresa por meio de indicadores. Basicamente, o BSC está diretamente relacionado à visão e estratégia da empresa, duas áreas fundamentais para ela obter sucesso no mercado. Se os seus indicadores estiverem equilibrados, então isto significa que a empresa terá chances de conseguir melhorar a sua gestão e criar diferenciais competitivos.

ITIL

A ITIL (Information Technology Infrastructure Library) é um conjunto de boas práticas em infraestrutura, operação e manutenção de serviços de TI criado no fim dos anos 80, especificamente para áreas tática e operacional da organização. A biblioteca ITIL é composta por funções e processos que focam na área TI e visam desenvolver os serviços com maior rapidez, qualidade e preço justificáveis ao usuário final. Independentemente do porte da empresa, seguir a boas práticas é crucial para ela se manter competitiva no mercado.

PMBOK

O PMBOK (Project Management Body of Knowledge) é um guia que é constantemente atualizado e reúne as melhores práticas de gestão de projetos. Se bem utilizados, os processos, ferramentas, técnicas e habilidades do PMBOK podem auxiliar os gestores e profissionais a conduzirem seus projetos de TI de forma a entrega-los dentro do escopo e custos determinados, além de dar à eles a capacidade de gerenciar os possíveis riscos e outros aspectos importantíssimos.

COBIT

O COBIT (Control Objectives for Information and related Technology) é um framework focado em governança de TI composto por um conjunto de boas práticas mundialmente conhecido. Sua arquitetura é formada por quatro domínios básicos: planejar e organizar, adquirir e implementar, entregar e suportar, monitorar e avaliar. As orientações do COBIT podem auxiliar no aperfeiçoamento da governança de TI com base nos princípios e recomendações que alinham os processos e serviços de TI aos negócios da empresa.

CMMI

O CMMI (Capability Maturity Model Integration) é um conjunto de práticas voltadas para as áreas de serviços, desenvolvimento e aquisição. Ele oferece às empresas os elementos essenciais para a obtenção de processos de TI mais eficazes, sendo uma evolução do CMM, que busca estabelecer um modelo para o processo de melhoria corporativa. Sua primeira versão surgiu na década de 1980, com foco no desenvolvimento de softwares. Hoje, ele se volta para os processos de aquisição, desenvolvimento e terceirização de produtos e serviços.

Quais destas práticas você já utiliza para garantir o alinhamento da TI com as estratégias da sua empresa? Como elas permitiram que os investimentos em TI realmente trouxessem resultados para os seus negócios? Conte para a gente nos comentários!

 

SAP Performance Optimization

 


Voltar