Se você consegue olhar para cada extensão do seu ambiente SAP e dizer “isso é A, B, C ou D”, você já está um passo à frente da maioria das empresas. O novo modelo A‑B‑C‑D da SAP não é só uma sigla bonita. É uma forma prática de enxergar onde estão os riscos, onde está a dívida técnica e onde estão as oportunidades de acelerar inovação sem travar upgrades.
Por que o modelo A‑B‑C‑D virou tão importante?
A SAP está acelerando a evolução do ecossistema com um ritmo contínuo de atualizações. Segundo a própria SAP, o S/4HANA Cloud cresce mais de 80% ao ano, enquanto a SAP BTP avança mais de 40%. Esse movimento deixa claro que o futuro do SAP será cada vez mais dinâmico, conectado e dependente de extensões sustentáveis.
Nesse cenário, entender exatamente como cada extensão foi construída e qual é o seu nível de risco se torna essencial. Sem clareza sobre o que é seguro, o que precisa de atenção e o que realmente representa uma ameaça ao seu ambiente SAP, qualquer atualização ou evolução se torna um salto no escuro.
O modelo A‑B‑C‑D veio justamente para resolver essa falta de visibilidade. Ele classifica extensões de forma simples e objetiva, permitindo que empresas saibam onde estão os riscos e como agir para reduzir impacto em upgrades, desempenho e segurança.
E é aqui que o QADevOps fortalece o processo. A plataforma dá visibilidade sobre pontos sensíveis do ambiente, especialmente nos itens C e D, onde estão as extensões mais críticas. Isso permite priorizar riscos, organizar mudanças e manter uma governança técnica mais sólida, apoiando seu time a evoluir com mais segurança dentro das diretrizes do modelo A‑B‑C‑D.
O que é o modelo A‑B‑C‑D da SAP na prática
De forma simplificada, a SAP evoluiu o antigo modelo 1‑2‑3 para um conceito mais maduro e realista de níveis de conformidade. De acordo com o whitepaper oficial da SAP sobre extensibilidade e clean core, cada extensão pode ser classificada em:
Nível A – Extensões ideais, totalmente alinhadas
São extensões construídas usando apenas interfaces públicas e estáveis da SAP.
- Aplicações side‑by‑side na SAP BTP
- Apps e automações usando SAP Build
- Desenvolvimento on‑stack com ABAP Cloud usando APIs liberadas oficialmente
São as extensões com maior estabilidade em upgrades e representam o “estado da arte” que a SAP recomenda.
Nível B – Extensões que usam APIs clássicas e estáveis
Aqui entram extensões que, além de poderem usar os padrões do nível A, também utilizam:
- BAPIs clássicas bem documentadas
- Frameworks estáveis como ALV clássico, Web Dynpro ou outras APIs SAP já consolidadas
São extensões consideradas compatíveis, com baixo risco de upgrade, pois se apoiam em interfaces que a SAP tende a manter estáveis ao longo do tempo.
Nível C – Extensões que acessam objetos internos
Neste nível, a SAP aceita que nem tudo no mundo real já está “pronto para o A ou B”. Então entram aqui:
- SELECTs diretos em tabelas standard
- Leituras em estruturas internas que não foram pensadas como API
- Uso de objetos internos sem modificá‑los
Elas funcionam, mas exigem atenção. A SAP planeja fornecer changelogs para ajudar a identificar mudanças nesses objetos e permitir que você se prepare melhor para upgrades. É um “limpo condicional”: está ok por enquanto, mas você precisa monitorar.
Nível D – Extensões não recomendadas, que geram débito técnico
Aqui estão as extensões que mais criam risco:
- Modificações diretas em objetos padrão
- Escrita em tabelas standard da SAP
- Implicit enhancements que mudam lógica de processos internos
- Uso de objetos explicitamente marcados como “não recomendados”
São extensões que podem quebrar em qualquer atualização, aumentam o custo de manutenção e tornam o ambiente SAP menos previsível.
Como esse modelo ajuda seu negócio (e não só a TI)
O modelo A‑B‑C‑D cria uma linguagem comum para TI, negócio e governança. Em vez de discutir “se está bom ou ruim”, você passa a discutir:
Quantas extensões temos em cada nível?
- Onde precisamos “subir de D para C, de C para B, de B para A”?
- Quais partes do ambiente são seguras para upgrades frequentes?
- Onde está concentrada a dívida técnica que consome tempo e orçamento?
Isso facilita decisões de investimento, priorização de refatorações e planejamento de migração para S/4HANA e SAP BTP. E conversa diretamente com outro dado de mercado: de acordo com a Gartner, o gasto global com TI já passa de 5,1 trilhões de dólares, muito disso impulsionado por modernização de ERP e automação. Quem usa esse recurso de forma inteligente ganha vantagem competitiva.

Onde entra o QADevOps nesse cenário
Entender o modelo A‑B‑C‑D é o primeiro passo. O desafio real aparece quando a empresa precisa enxergar, dentro de centenas ou milhares de objetos ABAP, onde estão os riscos que podem comprometer upgrades e a evolução do seu ambiente SAP.
Hoje, o QADevOps atua principalmente nos itens C e D, que são justamente onde se concentram as extensões mais sensíveis e com maior impacto técnico. A plataforma identifica acessos diretos a tabelas, integrações frágeis, dependências internas, hardcodes, loops ineficientes e outras práticas que podem gerar instabilidade ou aumentar a dívida técnica.
Como o QADevOps ajuda na prática:
• Identifica objetos e integrações que precisam de atenção nos níveis C e D
• Destaca riscos ligados a acessos internos, escrita em tabelas e dependências antigas
• Organiza requests, transportes e mudanças com governança clara
• Conecta desenvolvimento, testes e gestão de mudanças em um fluxo único
• Fortalece decisões baseadas em dados, mostrando onde modernizar primeiro
Na prática, o QADevOps oferece visibilidade e governança contínua sobre os pontos mais críticos do ambiente SAP, ajudando seu time a manter o sistema mais estável, sustentável e preparado para evoluir com segurança dentro das diretrizes do modelo A‑B‑C‑D.
Próximo passo
Se o modelo A‑B‑C‑D da SAP já está no seu radar, o movimento natural agora é transformar essa visão em ação dentro do seu ambiente SAP.
Conheça o QADevOps e veja como a QAMetrik pode apoiar seu time a mapear, classificar e evoluir suas extensões com muito mais segurança e velocidade.